Risperidona: minha experiência pessoal como mãe de autista

Hoje eu vou fala pra vocês sobre a Risperidona e a experiência que eu tenho com relação a esse medicamento na vida do meu filho. Meu filho Davi Nicollas tem um grau considerado leve. Ele está bem mais falante e bem mais independente, essa semana eu perguntei :

– Davi de quem é esse tablet
e ele respondeu:
– È meu!!
mais uma grande vitória pra mim pois ele só se referia a si mesmo na terceira pessoa, antigamente ele responderia,
-É de Davi.

Mas voltando ao assunto principal do post, eu comecei a utilizar a risperidona faz 2 meses. Davi antes não fazia uso dela por escolha minha e medo que ele ficasse dependente da medicação no futuro. Tenho receitas guardadas desde o dia que ele foi diagnosticado com o transtorno, mas nunca comprei pra ele por puro MEDO e por achar que ele não tinha necessidade pois dorme bem a noite.
Passei muito tempo assim, mas embora meu Davi durma bem a noite, ele é extremamente HIPERATIVO e quando estamos em um local como banco e hospital super lotado onde eu tenho que segurar ele, ai é que ele fica 2x mais agitado.
Até que resolvi me abrir com o psiquiatra infantil dele e disse que não dava a medicação por medo da dependência. Ele me falou que a risperidona não é uma medicação que ele vai utilizar a vida toda, tudo vai depender do progresso dele ao longo do tempo. Falou também que muita gente acha que a dose só é ajustada pra mais e nunca pra menos, mas isso é um grande engano. Ele me informou que futuramente poderíamos diminuir gradativamente o remédio dependendo do seu desenvolvimento, até que ele não precise mais.
Eu já sei que vai ter muita mamãe dizendo…. NUNCA VI ISSO, A DOSE DO MEU FILHO SÓ AU MENTA A CADA DIA ou NUNCA VOU DAR ESSE TIPO DE REMÉDIO AO MEU FILHO.
O por que que a dose do seu filho aumentou só o médico poderá te responder e com relação a quem fala que nunca dará medicação ao seu filho, eu te afirmo pra nunca dizer a palavra NUNCA, pois eu pensava da mesma forma.
existem algumas mães que por opção própria não dá medicação ao seu filho, assim como eu fazia e eu não as julgo, pois cada mãe sabe o que faz e o que passa. Se você acha que deve introduzir a medicação, então faça, e se você não concorda então não dê. O que eu tenho pra te falar é que só você sabe o que é melhor para o seu filho, afinal só você sabe o que passa.
Na bula do risperidona, tem uma lista de efeitos colaterais enorme que a primeira vista assusta qualquer um. Depois da medicação Davi está com mais apetite e dorme toda tarde. Percebi que ele parou mais de gritar e está mais falante como eu citei acima.
Eu não pretendo dar medicação a vida toda ao meu filho, pois estou lutando pra que ele possa ser independente e não precise de mim. Tambem estou pesquisando métodos alternativos e se realmente achar algum eficiente com certeza contarei pra vocês aqui no blog.
Abraços e me contem nos comentários como é a experiência de vocês com a medicação.